Quando sentires vontade de chorar Não chores Podes chamar que eu choro por ti Quando sentires vontade de sorrir Avisa-me Eu venho para sorrirmos juntos Quando sentires vontade de amar Chama-me Que eu venho amar-te Quando sentires que tudo está acabado Chama-me Eu venho ajudar-te a reconstruir Quando precisares de uma mão amiga Chama-me A minha mão é sempre tua Quando precisares de ouvir dizer amo-te Chama-me Que eu digo-te a toda a hora Pois meu amor é imenso Quando não precisares de mim Avisa-me Pois eu irei embora
Quis ser um dia, jardineira de um coração. Sachei, mondei - nada colhi. Nasceram espinhos e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira de um coração. Cavei, plantei. Na terra ingrata nada criei.
Semeador da Parábola... Lancei a boa semente a gestos largos... Aves do céu levaram. Espinhos do chão cobriram. O resto se perdeu na terra dura da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê - diz o ditado. Plantei, reguei, nada deu, não. Terra de lagedo, de pedregulho, - teu coração. Bati na porta de um coração. Bati. Bati. Nada escutei. Casa vazia. Porta fechada, foi que encontrei... Cora Coralina