Pela flor pelo vento pelo fogo Pela estrela da noite tao limpida e serena Pelo nacar do tempo pelo cipreste agudo Pelo amor sem ironia, por tudo Que atentamente esperamos Reconheci tua presença incerta tua presença fantastica e liberta
Meu amor! Meu amante! Meu amigo! Colhe a hora que passa, hora divina, Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo! Sinto-me alegre e forte! Sou menina!
Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina... Pele doirada de alabastro antigo... Frageis maos de madona florentina... -Vamos correr e rir por entre o trigo!
Ha rendas de gramineas pelos montes... Papoilas rubras nos trigais maduros... Água azulada a cintilar nas fontes...
E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras Dos caminhos selvagens e escuros, Num astro só as nossas duas sombras...
Teu justo poema que desdenha as sombras Limpo de vida viuvo de pessoa Teu corajoso ousar nao ser ninguem Tua navegaçao com bussola e sem astros No mar indefinido Teu exacto conhecimento impossessivo
Criaram teu poema arquitectura E es semelhante a um deus de quatro rostos E es semelhante a um deus de muitos nomes Cariátide de ausencia isento de destinos Invocando a presença ja perdida E dizendo sobre a fuga dos caminhos Que foste como as ervas nao colhidas
Espero que esteja muito bem.
Um beijo deamizade e admiração...